segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos,  morando juntos. Nós  seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois  estariam espalhadas pela  casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas  no seu quarto. Mas nós  dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te  querer por perto, e você  me querer também. Pelo simples fato do seu  quarto estar bagunçado de  mais e a minha cama ser perfeita para nós  dois. Eu teria medo do escuro,  sem você. E eu andaria apenas com roupas  íntimas, e você fingiria não  se importar. E eu fingiria acreditar. Eu  fugiria de você, correndo pela  casa, rindo, com o controle da  televisão, só pra você não mudar o canal.  E você me pegaria, e  ficaríamos abraçados até o silêncio nos  constranger. Nossos sábados a  noite seriam nostálgicos, olharíamos todos  tipos de filme, atiraríamos  pipocas um no outro e pediríamos uma pizza.  Nostálgicos e perfeitos,  porque depois dormiríamos abraçados, no sofá  da sala, ao som da melodia  dos créditos de um filme de romance em que eu  choraria do começo ao  fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao  supermercado uma vez por  mês, comprar as mais diversas porcarias. E não  nos faltaria nada. Você  não se importaria com as minhas roupas  espalhadas pela casa e pelo seu  quarto. Eu não me importaria com a sua  bagunça diária, nem com a sua  toalha de banho atirada pelos cantos. Nos  domingos à tarde, ficaríamos  na sacada do nosso apartamentinho no 3º  andar, tomando coca e cantando  músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá  em baixo, casais apaixonados, e  ficaríamos em silêncio, perdidos nos  nossos próprios pensamentos. Suas  amigas viriam te visitar, e eu  choraria em silêncio, no escuro do meu  quarto. Até elas irem embora e  você ir dormir comigo, e perguntar se  chorei. Eu negaria. Você  acreditaria. Me acordaria no meio da noite,  para contar um sonho que  teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com  café na cama, ou com uma  rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu  deixaria um recado sutil de  amor na porta da geladeira antes de sair na  segunda de manhã para  visitar meus pais. Poderíamos até ter um  cachorro. Poderíamos juntos,  levar ele para passear. E você decidiria  pintar a casa, e ela ficaria  vazia, apenas com nós dois e nosso  cachorro. Deitaríamos no chão, e eu  perguntaria em que você estaria  pensando. Você mentiria e me perguntava o  mesmo. Eu mentiria. Eu iria  para a universidade todo dia de manhã,  enquanto você ia para seu  trabalho de meio turno em uma empresa de  sucesso. Você me amaria, em  silêncio. Eu também te amaria, em silêncio.  Em alguns anos, eu estaria  me formando , e você estaria no topo da  carreira. E você me levaria pra  jantar e me pediria em casamento. Eu  aceitaria. E seria uma linda  história de amor.
Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando coca e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando , e você estaria no topo da carreira. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor.

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